Bem-vindos ao Clube de Escrita!

O Clube de Escrita do Agrupamento de Escolas de Arganil foi criado, sobretudo, para desenvolver o gosto pela escrita e proporcionar as condições necessárias à partilha de sentimentos (angústias, aflições, expetativas...). Nesse sentido, o papel desta página passará por ser, essencialmente, espaço de divulgação. Um lugar onde se cruzarão, inevitavelmente, os prazeres da leitura e da escrita. Será, se quiserem, um refúgio para quem gosta de escrever o que sente e de comentar o que lê. Quererá ser um espelho, ainda que virtual, da criatividade escrita dos alunos do nosso Agrupamento. Poesia, conto, opiniões sobre livros, ensaios, textos dramáticos... Tudo será recebido e publicado com entusiasmo, sempre com o fito de promover o espírito criativo e, quem sabe,  de 'descobrir' jovens autores. Uma missão grandiosa, só possível com a colaboração/participação de todos. 
©Carlos Soares
©Carlos Soares

As flores

Dos mais variados tipos

As flores podem ser.


Elas são muito importantes,

Algumas até dão para comer...


Rosas, Girassóis, tulipas,

As flores são todas muito bonitas!


©Mariana Henriques (7ºA_Arganil) 

©Ana Laura Gindin
©Ana Laura Gindin

A biblioteca secreta

I Capítulo

Sou a Stella. Vivo numa pequena aldeia com a minha mãe e com a minha irmã mais nova, Sheila, uma menina muito doce e alegre, com lindos olhos azuis e um sedoso cabelo escuro.

Eu e a minha irmã temos tido aulas em casa mas, amanhã, vamos recomeçar na escola da vila, a 20 minutos daqui.

-Que estás a fazer?-perguntou a minha irmã, ao chegar ao meu quarto. - Nada. E tu?- devolvi.

-Se não estás a fazer nada, por que é que tens um livro e uma caneta na mão? Eu sorri-lhe.

-Pronto, apanhaste-me. Estou a escrever no meu diário.

-Posso ler?- perguntou-me.

-Claro, eu só conto o meu dia-a-dia.

-Não tem segredos?

- Não. E se tivesse já saberias.

Toquei-lhe no nariz e o seu rosto cheio de sardas sorriu-me.

-Meninas, jantar! -Chamou a minha mãe.

-Anda...- Estendi a mão á minha irmã e ela agarrou-a. Fomos as duas até à cozinha e sentámo-nos á mesa.

- Como correu o vosso dia?- perguntou a minha mãe.

- Correu muito bem- respondeu a minha irmã.

-E já deste comida ao Fluffy? - Perguntou a minha mãe.

Nesse momento a Sheila saltou da cadeira e gritou:

- Fluffffffffffffffyy!

Correu para o armário e tirou um recipiente de plástico com cenouras baby e colocou algumas numa taça de madeira. O Fluffy saltitou até a taça, a minha irmã passou a mão no seu pelo branco e voltou a sentar-se.

-Espera- disse a minha mãe- Vai lavar as mãos e põe a embalagem no sítio.

-Ok!- suspirou Sheila. Levantou-se, colocou o recipiente de plástico no sítio, lavou as mãos, dirigiu-se até á mesa. Depois de se sentar olhou para mim e para a minha mãe, atirando:

- Que foi?!

Eu e a minha mãe demos uma risada.

- E o teu dia como correu? -perguntou-me a minha mãe.

- Correu bem - respondi.

- O que pintaste hoje?

- Estou a pintar um par de cachalotes.

-Cachaqué?! - Perguntou a minha irmã com uma careta.

-Cachalotes, um animal marinho que, infelizmente, está em risco de extinção- respondi.

-Como é que consegues desenhá-los se não os vês? - insistiu.

Dei uma risada e respondi-lhe:

-Tenho um livro sobre eles.

- Entendi.

- E como é que está a ir? - perguntou a minha mãe

-Muito bem.

-Que bom.

Depois do jantar, fui para o meu quarto e continuei a escrever no meu diário: "Estou muito entusiasmada mas um pouco assustada espero que o dia de amanhã seja incrível.

Boa noite diário"

E Stella adormeceu.

©Angélica Videira (8ºA_Arganil)

©Za Ellob
©Za Ellob

A biblioteca secreta

II Capítulo - o Primeiro dia de escola e...encontro inesperado 


Era um novo dia e Stella ouviu uma voz doce a dizer-lhe: "Bom dia meu amor". Era a mãe.

-Que horas são? -perguntou Stella, sonolenta.

-São horas de acordar. Anda! - disse-lhe a mãe.

Stella deu voltas na cama e, depois de cerca de dois minutos, levantou-se devagar, abriu o armário e tirou um cabide com umas calças pretas, uma t-shirt branca e o seu casaco verde-escuro. Tirou depois debaixo da cama os seus ténis pretos e vestiu-se.

Foi até à cozinha e sentou-se, dando os bons dias á mãe. A mãe deu-lhe um sorriso como resposta e olhou para o corredor, como que à espera de alguém....

- Sheila, anda comer! -chamou ela.

- Estou a ir, mãe! -respondeu Sheila, saindo do quarto. Estava com um macacão de ganga, uma camisola branca e duas tranças.

- Desculpem!- disse Sheila

- Conseguiste fazer as tranças sozinha? - perguntou-lhe a irmã mais velha.

- Yap! - respondeu, com um sorriso na cara - mas tive de as refazer duas vezes.

- Mas ficou muito bom!- disse à mãe.

-É... um dia vai ser uma grande cabeleireira - brincou Stella.

- Não quero - disse- lhe a irmã mais nova - quero ser, ou florista ou veterinária. E tu, o que queres ser?

-Bem... eu não sei ainda.

-Devias ser pintora.

-Achas? - Perguntou a mais velha

-Sim...

- Vá, meninas toca a comer. Precisam de ir para a escola - alertou a mãe.

Depois de um tempo, as meninas acabaram de comer, lavaram os dentes, pegaram nas mochilas e foram até à paragem do autocarro. O autocarro chegou e as meninas despediram-se da mãe. Enquanto o autocarro saía, as meninas acenaram à mãe, que lhes acenou de volta.

A mãe voltou para casa, foi buscar a bolsa, entrou no carro e foi para o infantário dar aulas. Estava um pouco nervosa, pois iria ser o seu primeiro dia como professora...

No autocarro, Sheila olhava para janela a seu lado com a mão encostada à cabeça e a pensar como seria incrível ir à escola. Stella, a seu lado, também olhava para a janela e pensava como a paisagem era...magnífica. O autocarro passava por uma pequena floresta cheia de cor. Viam-se flores, algumas delas margaridas e árvores-de-fogo de folha vermelha, dada a altura do ano...

Entretanto, chegaram á vila, passaram no parque, na florista, no talho (o que lhes provocou agonia, por serem vegetarianas), na mercearia e...chegaram à escola. Ambas estavam com o coração a palpitar. Saíram do autocarro e, com ela, saíram: uma menina da idade de Sheila, uma menina e um menino de idade da Stella. Os três eram ruivos, as duas meninas tinham os olhos verdes e o menino tinha os olhos mais azulados. Foram em direção à escola.

A sala de Sheila era a 7 e a da Stella era a 14, do lado. Despediram-se uma da outra, desejando-se mutuamente boa sorte e seguiram para lados contrários.

Stella entrou na sala. A sala tinha 4 filas (em cada fila 5 cadeiras) e a última estava ocupada por um grupo misto que falava. Na terceira fila sobravam dois lugares. Na segunda só tinha, na ponta, aquele rapaz que tinha saído no mesmo autocarro que ela. E na primeira tinha três pessoas. Stella decidiu sentar-se na segunda fila, na terceira mesa a contar daquele menino. Tirou o seu caderno e começou a desenhar um pássaro.

A rapariga que tinha saído do mesmo autocarro que ela, sentou-se ao seu lado e olhou para Stella.

-Olá! Tu não vieste no mesmo autocarro que eu?

Stella olhou para ela:

- Olá! Sim e como te chamas?

-Chamo-me Becky e tu?

-Stella.

-Nome bonito.

-Obrigado, o teu também é.

- Aquele é o meu irmão Bryan- disse Becky apontando para o menino na ponta da fila- Eu ainda tenho uma irmã mais nova chamada Baylee.

- Também tenho uma irmã mais nova chama-se Sheila. E... és nova aqui?

-Sim- disse Becky, olhando para a sua mesa. A sua expressão facial tinha mudado para uma expressão triste:

- Sim, ainda não tenho amigos.

Sheila olho para ela:

- Agora tens uma- e sorriu-lhe.

Becky olhou para ela e sorriu-lhe de volta. Stella olhou para o caderno que tirara.

- Gostas de desenhar?- perguntou Stella.

- Gosto, mas é só por diversão. Eu não tenho muito jeito. - respondeu Becky.

- Todos temos jeito...mas é um jeito diferente.

- Verdade... nem sequer tinha pensado nisso- disse Becky com espanto.

- Depois vamos para o intervalo juntas? - Perguntou Stella.

-Claro- respondeu Becky- achas que eu deixava a minha nova melhor amiga sozinha? E assim podemos falar ou até...

" Apresentar as nossas Irmãs uma à outra! "- Exclamaram em coro, dando depois uma gargalhada.

-Dá para rir mais baixo? -disse Bryan.

Os colegas da primeira e da terceira fila olharam para as duas. Os da quarta fila nem se deram conta, pois faziam mais barulho que elas.

-Desculpa -disse Stella.

-Está mas é calado- disse Becky para o irmão.

Entretanto os colegas da primeira e terceira fila param de olhar para elas.

- Mete-te na tua vida- continuou Becky.

-É difícil, com vocês as duas a rir como duas desgovernadas. - disse Bryan.

-Vamos meninos, aos vossos lugares - era professora de ciências - vamos fazer a chamada!

O tempo passou e na hora de intervalo de 10 minutos Stella e Becky foram em direção à sala 7, onde as irmãs de ambas estavam. No caminho até lá, Stella e Becky encontraram-se com Sheila e Baylee, as suas irmãs. Cumprimentaram-se e foram para o jardim da escola.

-Então porque é que iam em direção á nossa sala? -perguntou Becky.

-Ía mostrar-te a minha nova melhor amiga, a irmã da Stella- respondeu Baylee.

-Nós íamos fazer o mesmo.

-A sério!?

-Yá!

A semana passou a correr bem para todos, menos para Bryan que ainda não tinha nenhum amigo.

Becky, Baylee, Stella e Sheila tinham combinado um encontro na floresta e os pais de Bryan obrigaram-no a ir.

-Também vieste? - Perguntou Stella.

-Parece que sim- disse Bryan.

- Já fizeste algum amigo ou amiga?

-Não.

- Bem...agora somos amigos.

Bryan deu uma risada - "Que fofa"- pensou.

-Mmm...malta, venham ver isto!- disse Baylee.

- Ver o quê? -perguntou Becky que estava a ouvir a conversa do irmão e da amiga.

-Vem cá -insistiu Baylee- encontrámos uma coisa.

- O que é que se pode encontrar numa floresta? - disse Becky, dirigindo-se à irmã

- O que é que...o que é isso?

Stella e Bryan dirigiram-se a elas.

-Mas que raio? -perguntou Bryan.

-É, não é? -disse Sheila.

 ©Angélica Videira (8ºA_Arganil)

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