Ano letivo 2024/2025
Estamos de regresso.
Temos alunos incríveis, com muita criatividade que querem partilhar com toda a comunidade aquilo que adoram fazer: escrever!
Para os nossos colaboradores: Boas escritas!
Para si que nos visita, esperamos que desfrutem da leitura dos nossos textos!
Temos que salvar o Natal
Narrador:
Era uma vez duas crianças que viviam num orfanato: o Raul e o Simão. Chegou o Natal, mas o Raul e o Simão não ganharam presentes. Eles ficaram dececionados.
Enquanto o Raul e o Simão tentavam perceber porque não tinham recebido prendas, o Grinch tentava pensar numa maneira de destruir o Natal. Ele queria destruir o Natal porque nunca tinha vivido esta época da forma como muitas pessoas comemoram e não tinha nenhuma recordação feliz deste dia.
Entretanto, como o Raul e o Simão não conseguiam perceber porque não receberam presentes decidiram ir procurar Pai Natal.
Criança do orfanato - Raul - Vamos Simão!
Criança do orfanato - Simão - "Bora" Raul.
Narrador:
Depois de algum tempo a caminhar na neve (Música "Neve a cair") eles encontraram as renas mágicas.
Criança do orfanato - Raul - Olá renas, como estão?
Rena Rodolfo - Salvador - Olá! Eu sou o Rodolfo!
Rena (Irmã do Rodolfo) - Mara - Vocês são viajantes?
Rena (Irmão do Rodolfo) - Diego - Olá viajantes!
Criança do orfanato - Raul – Não! Nós não somos viajantes… (Tom irónico) Sabem onde fica o Polo Norte?
Rena Rodolfo - Salvador - Nós vivemos lá. Podemos levar-vos!
Criança do orfanato - Simão - Vamos ter de subir em cima de vocês?
Rena Rodolfo - Salvador – Não! A tecnologia avançada é incrível…
Criança do orfanato - Raul - O que queres dizer com isso?
Rena Rodolfo - Salvador - Com este tapete mágico vamos voar até ao Polo Norte.
Narrador:
Então as renas e os viajantes subiram para o tapete mágico.
Rena (Irmão do Rodolfo) - Diego - "Bora" malta!
Rena Rodolfo - Salvador - Vamos!
Criança do orfanato - Simão - Há por aí um copo de água?
Criança do orfanato - Raul - Não!!!!
Rena Rodolfo - Salvador - Chegámos ao Polo Norte!
Grinch - Rubim - Vou arruinar a máquina de presentes com um estalar dos dedos. (Música inventada pelos alunos "Estalar de dedos")
Rena (Irmão do Rodolfo) - Mara - Olhem os Elfos!
Elfo (Santiago) – Olá! Eu sou o Elfo Santiago.
Elfo (Guilherme) – Eu sou o Elfo Guilherme!
Mãe Natal (Diana) – O Pai Natal não está cá!
Grinch - Rubim - Acho que é só puxar isto e já está!
Mãe Natal (Diana) – Ele foi buscar os copos de pele de égua.
Rena Rodolfo - Salvador - Pele de égua?
Mãe Natal (Diana) – É uma tradição nossa.
Elfo (Santiago) – A máquina dos presentes foi destruída!
Criança do orfanato - Raul - Olhem!!! É o Pai Natal!
Criança do orfanato - Simão - Quem é o senhor no trenó?
Todos – É Jesus!
Narrador:
Mas, de repente, todos entenderam que o Pai Natal e Jesus estavam atrás do Grinch.
Pai Natal (Nuno) – Tu vens connosco!
Jesus (Arthur) – Vem Grinch, seu vilão.´
Narrador:
E, assim, todos foram atrás do Grinch.
Rena Rodolfo - Salvador - Vamos Grinch! Tu vais arranjar a máquina.
Rena (Irmão do Rodolfo) - Diego - Vamos!
Narrador:
No momento seguinte, todos decidiram perdoar o Grinch fazendo-o perceber a importância que tinham os presentes para aquelas crianças, mas não só... Explicaram-lhe que o Natal era muito mais do que bens materiais, que esta época era quando as famílias se reuniam, conviviam e celebravam a união, o amor, a paz, a cumplicidade, todas as coisas positivas que aconteceram ao longo do ano… Era a época onde todos se juntavam à volta duma mesa, conversavam, sorriam e viviam intensamente o espírito familiar!
Depois desta conversa com o Grinch o Raul e o Simão questionaram o Pai Natal.
Crianças do orfanato – (Raul e Simão)- Pai Natal, porque não nos destes presentes?
Pai Natal (Nuno) – Desculpem! Tomem lá os vossos presentes.
Narrador:
Passado um tempo, o que aconteceu aos personagens?
O Simão falou com o Pai Natal e pediu-lhe:
Criança do orfanato - Simão – Posso ser um elfo?
Pai Natal (Nuno) – Claro que sim!
Criança do orfanato - Simão – Obrigado Pai Natal! O que começo por fazer?
Pai Natal (Nuno) – Quero que faças uma lista de regras para perceberes o que é ser um elfo.
1. Ter um representante; (Arthur)
2. Ter magia; (Guilherme)
3. Trabalho em equipa; (Mara)
4. Saber fazer presentes; (Santiago)
5. Ser engraçado; (Rubim)
6. Ajudar o Pai Natal; (Arthur)
7. Usar um gorro; (Guilherme)
8. Respeitar os outros; (Mara)
9. Ser feliz. (Todos)
Salvador Oliveira- 4ºD- Escola Básica de Sarzedo
Dezembro/2024
Fim.
🎄FELIZ NATAL A TODOS!🎄

A fada mítica
Há muitos anos, sob um céu estrelado e misterioso, uma fada solitária sobrevoava o rio que serpenteava entre montanhas distantes. Ela estava numa jornada à procura de respostas sobre antigos, lindos e desejados artefatos mágicos escondidos no fundo do rio. A noite era silenciosa, exceto pelo som suave da água ao mover-se, e a fada sentia que algo a observava.
Após horas de voo, pousou junto a uma floresta onde esperava encontrar um dragão de que ouvira falar nas histórias de outros seres mágicos. De repente, a mata pareceu ferver, o dragão, já era conhecido por sua sabedoria. Ele aproximou-se da fada carregando um sorriso enigmático. Ele sussurrou: "Se estás à procura de magia, acaba por me dizer sobre uma gruta secreta debaixo do rio e o mistério que ela guardava. O dragão lhe revelou que havia um portal para outro mundo estar escondido."
Com o coração a transbordar de emoção, a fada agradeceu ao dragão e partiu em direção ao rio. Ao atravessá-lo, encontrou-se numa ilha iluminada pelo luar, onde criaturas místicas dançavam e celebravam. Nesse momento, soube que sua aventura estava prestes a começar, pois o segredo daquele novo mundo poderia mudar o destino de todos os seres mágicos.
O dragão descreve onde essa gruta estava. Ele menciona que bem no fundo do rio, uma gruta feita de pedras mágicas e talhadas, o levaria para um outro mundo.
Esse mundo bem colorido era cheio de seres místicos. Tinha uma diversidade dos mais simples, pequenos e complexos e extremamente grandes. A fada ouvia atentamente o que o dragão dizia, ela pensava se deveria ir a esse tal de portal que irá a outro mundo.
Maya Gallichan. EB 2,3 Arganil. 6ºC

Donzela de Cabelos de Escuridão
Apenas um comerciante eu era, entrei no reino maravilhoso que se situava na costa do Atlântico, acolhido por cheiros de mercadorias e especiarias diversas e distantes. O aroma a maresia penteava os pelos da minha pele com cada arrepio. Vinha do Norte, o meu semblante era diferente dos locais, cabelos loiros como o próprio sol numa manhã de inverno, e olhos claros como um rio congelado.
O que esperava menos no dia era ser tão bem acolhido pelos nobres e pelos pobres. Eram um povo simpático. Dirigindo-me ao porto que chegava a todo o lado, sentia o cheiro a peixe fresco e a marisco acabado de ser retirado das redes. Lisboa era agradável, quente e bela, diferente, mas igual a Antuérpia, de onde vinha. Silenciosamente movimentada, dei comigo vendo-me a mim mesmo no meio das maravilhas.
Trazia prata de muito longe, cavalgando por aldeias, vilas e cidades, montado no meu lindo cavalo branco. Um garanhão grande da cor da neve, bem estimado como um amigo. Viajávamos sempre juntos, ficaríamos juntos para sempre.
Depois de muito mirar os diferentes marinheiros e as diferentes damas e donzelas que por ali passavam, umas solteiras com suas damas de corte, outras acompanhadas de seus maridos. Houve uma que me conseguiu captar o olhar. Uma nobre de cabelos negros, ondas de escuridão, meticulosamente penteados que caíam até à sua cintura bem estruturada. Tinha os mais bonitos olhos, frios como pedra de obsidiana e vastos como um céu estrelado. A sua face era branca, firme e delicada à sua maneira, toda ela era. Não vi um acompanhante perto de si, apenas uma dama, que a seguia por todo o lado.
Receei aproximar-me, mas mantive o meu olhar sobre o dela, o meu sorriso, entretanto, fora retribuído calmamente, os seus lábios cor de cereja curvando-se amigavelmente. Ela dirigiu-se a mim, dando alguns passos em frente, e proferindo as seguintes palavras:
- Que fazeis por cá, um loiro comerciante como vós?
Engoli o nervosismo ao ouvir a sua voz, que era melancólica e firme como o mais rijo diamante.
- Além de vender o que trouxe, venho de longe, com a ambição de conhecer esta magnífica cidade, que, até hoje, só esteve presente em meus sonhos – respondi, ajoelhando-me diante dela, pegando na sua delicada mão e beijando-a suavemente.
- Qual é o seu humilde nome, cavalheiro? - perguntou ela, a sua voz era doce como mel.
- Alexander, de Antuérpia - ergui-me novamente, mantendo a postura direita para não causar uma má impressão aos olhos da nobreza – E a senhora? Qual o seu nome?
- Sofia, a donzela de cabelos de escuridão, como muitos me chamam, de Sevilha –disse ela, simples e objetivamente.
- Lindo nome, Sofia – fui cuidadoso ao referir-me ao seu primeiro nome, mas a verdade era que não fazia ideia do seu segundo ou último nome. Mostrei-lhe um sorriso um pouco maior, ela não fazia ideia do que estava a fazer no meu rosto, mas mesmo assim, era quente como um chá acabado de ferver.
Ela limitou-se a acenar com a cabeça, seguindo o seu caminho, com um sorriso pintado no rosto. Gostaria de algum dia a voltar a ver, talvez os deuses me abençoassem com essa sorte.
Assim que arranjei tostão suficiente para arranjar uma casa nos arredores da maravilhosa cidade de Lisboa, comecei a escrever o meu progresso como morador local. Mandando cartas aos meus pais, e poemas. Dia e noite escrevia poemas direcionados para aquela donzela, apenas Apolo saberia do meu talento, nunca, até então, os poemas tinham sido enviados para a destinatária.
Um dia, lá arranjei a coragem que me faltava. Subi para o meu cavalo e cavalguei até encontrar o seu digno lar, uma casa grande e nobre, linda como ela. Fui entregá-lo em mãos, o poema que havia escrito, e ele soava assim:
Donzela de cabelos de escuridão
Desejaria que me desses tua mão
Espero alguma vez regressar
E levar-te a ver o meu humilde lar
Donzela de olhos de cristal
Palavras doces como sal
Nenhuma delas chegará p'ra te explicar
Esta forma de te amar
Bati-lhe à porta, não precisei de esperar muito, a porta foi aberta lentamente. O pequeno envelope que continha a tinta da minha pena foi-lhe entregue em mãos, nenhuma palavra foi trocada, mas apenas o toque da sua mão foi o suficiente para me aquecer por dentro. O seu olhar iluminou o meu caminho para casa, e o vermelho dos seus lábios era da cor de uma rosa que tinha visto no meu caminho, e que crescia numa roseira cá dentro de mim.
Não receei a sua resposta, sendo honesto, nem a ansiei. Não tinha esperança que uma nobre fosse prestar atenção a um poema medíocre escrito por um comerciante que pouca palavra trocara com ela. Para minha surpresa, ao anoitecer, ouvi uma batida na porta, e uma carta tinha na minha entrada, pousada no chão. O envelope bem tratado foi retirado do chão e eu abri-o, um leve arrepio passando pela minha espinha. Li o texto, feliz com as suas palavras:
- "Eu não sei escrever poemas, e infelizmente, como nobre e burguesa, seremos censurados não só pelos meus pais. Palavras são menos do que te quero mostrar, mas mesmo assim, escrevo-te as minhas intenções mais puras. Quero ver-te acordar ao meu lado numa manhã de primavera. Quero encontrar-te numa tarde fria de inverno. Quero beijar-te numa noite quente de verão, sobre a guarda da Lua. Quero ver-te neste outono, rapaz loiro do Norte. Sofia Helena"
Terminei a minha leitura, ainda um pouco atordoado com as suas palavras, a minha felicidade transbordando do meu copo interior.
E talvez seja assim que a história de amor entre uma donzela da nobreza espanhola, e um comerciante do Norte, eu, tenha começado. Estava feliz e satisfeito com a nossa relação escondida, apesar do risco, ainda não fui decapitado pelo pai de Sofia.
Encontrávamo-nos todos os dias, ou pelo menos sempre que possível, concebíamos os desejos um do outro, como ela desejara na sua primeira carta. Depois de tanto fugir e caminhar na fina linha do destino, alguém construiu uma ponte mais larga e aceitaram o nosso amor inquebrável. Um amor de primeiro olhar, abençoados sejam os deuses que nos juntaram, não me imaginaria sem ela.
Beatriz Gama, Nº5-8ºA

A Escravatura

O morcego
O morcego
Quando abriu os olhos
Começou ao contrário
Os dias tornaram-se noites
E noites feriados.
Pousou sobre um canto
Bem relaxado
E olhou para a floresta
De soslaio.
Com aquela paisagem
Começou a pairar
Encantado com a luz do luar.
Uma parceira
Intrusa aproximou-se
Com coragem ao vê-lo
Desfrutar a mudança
Da lua até à margem.
Ana Gonçalves - 6ºA de Arganil.

O tesouro do Dragão de três caudas
Era uma vez um pequeno rapaz chamado Marco que se tinha perdido numa floresta longínqua.
Depois de algum tempo à procura do caminho de volta a casa, Marco avista um grande castelo.
Pensou logo que seria um bom sítio para estar durante a espera pela equipa de socorro, só que tropeçou e partiu uma das duas estátuas da entrada.
Descobrindo uma chave e um papel que dizia "Tesouro do Dragão de três caudas", que se referia à lenda de um grande tesouro protegido por um réptil voador com três caudas que cuspia fogo.
Marco achara aquilo uma parvoíce, mas quando olhou para o papel com mais atenção percebeu que talvez a lenda fosse real.
Ao entrar na cozinha ele apercebe-se que há uma luz a sair por debaixo do grande e sinistro frigorífico. Marco decide então tirar o frigorífico que pesaria quase uma tonelada, mas com muita persistência conseguiu, por fim, descobrir um grande alçapão do qual se ouviam grandes rugidos que pareciam fazer tremer todo o castelo.
Abriu o alçapão e desceu as escadas até um grande salão, onde havia todo o tipo de coisas preciosas como várias joias e peças feitas de diamante, prata, ouro e cobre além do que pareciam ser…
-Ovos dourados?!-exclamou Marco em voz alta.
O que acordou o guardião do tesouro, um grande dragão com grandes escamas douradas, olhos verdes-esmeralda e grandes garras que eram tão duras como o aço. Era magnífico se não fosse tão assustador.
O dragão cuspiu uma bola de fogo, tão grande e quente que derreteu quase metade de todo o tesouro.
De repente, Marco avista uma luz muito brilhante e quando chega mais perto, encontra uma grande espada medieval coberta de ouro.
O dragão usou as suas caudas todas ao mesmo tempo, o que gerou um vento muito forte que sacudiu o Marco para bem longe dos ovos dourados.
Marco saca da sua espada medieval e enfia-a na perna do dragão, o que o deixou incapaz de se movimentar.
Então Marco aproxima-se dos ovos dourados que eram tão grandes como os maiores ovos de dinossauro de sempre. Atrás dos grandes ovos, viam-se símbolos que pareciam indecifráveis mas com muito esforço lá conseguiu entender que aquilo era a futura descendência daquela espécie tão rara.
Sentindo-se muito mal, Marco decide então ajudar a criatura tratando o seu ferimento e prometendo guardar segredo em relação ao tesouro.
Para o compensar, o dragão carregou-o pela brisa suave que se fazia sentir até a uma pequena vila onde podia pedir ajuda.
E assim voltou a sua casa novamente, guardando aquele grande segredo só para si.
Por José Miguel Sobral Dias, nº7,6ºC_Ar